Transmitir uma prova automobilística pela televisão é uma tarefa complicada. São necessárias dezenas de câmeras, centenas de profissionais e, principalmente, um operador de switcher muito atento, para garantir que o telespectador não vá perder momentos importantes de uma corrida ou treino de classificação.
O trabalho é duro e nem sempre houve as facilidades de hoje, com muitas câmeras espalhadas por todo o circuito, onboards em todos os carros e mesas digitais de última geração. Quando as transmissões ao vivo começaram, no começo dos anos 70, a infraestrutura era ainda muito precária e muitos momentos da corrida precisavam ser interpretados pelo narrador ou por quem assistia, dada a impossibilidade de exibir tudo o que estava acontecendo.
No entanto, mesmo com a melhora consistente das transmissões a partir dos anos 80, muitos momentos importantes, alguns históricos, simplesmente não foram registrados. Seja por uma distração do câmera ou por um erro de leitura do diretor de transmissão, o fato é que há momentos da Fórmula 1 dos últimos anos que ninguém nunca viu. E o Blog do Capelli relembra quatro importantes cenas inéditas da categoria. E que assim permanecerão.
4. Acidente de Gilles Villeneuve – 1982

Foto: Reprodução/TV
Ídolo ferrarista, Gilles Villeneuve perdeu a vida a bordo de um dos carros vermelhos, num acidente com Jochen Mass durante os treinos para o GP da Bélgica de 1982. O canadense tentou ultrapassar a March do piloto alemão, que vinha em volta de desaceleração, mas acabou batendo sua roda dianteira esquerda na traseira direita do adversário. Com isso, o carro decolou e deu diversas piruetas no ar. Quando caiu no chão, já bastante destruído, o piloto foi ejetado do cockpit, sendo lançado contra o guard-rail.
O final do acidente, com o corpo inerte de Villeneuve voando, foi registrado e mundialmente difundido. Mas o choque entre os carros e o vôo fatal da Ferrari nunca foram vistos, pois o câmera não percebeu o que ocorria, mantendo no quadro o lento carro de Mass. Apenas no canto esquerdo do quadro percebe-se, sutilmente, o carro de Villeneuve subindo. E, depois, a imagem segue acompanhando a March.
Importante lembrar que não foi o impacto com o guard rail que tirou a vida de Villeneuve. Tal pancada apenas provocou-lhe uma fratura na clavícula. A causa mortis foi o estrangulamento por um cinto de segurança mal posicionado durante as piruetas que dava no ar. Justamente as cenas que não foram registradas.
3. Acidente de Roland Ratzenberger – 1994

Foto: Reprodução/TV
Outro acontecimento importante mal registrado pelas câmeras que acompanhavam um treino de classificação. Em 1982, com poucos recursos, a falha poderia até ser justificada. Mas, 12 anos depois, ninguém conseguiu ver exatamente o que aconteceu com a Simtek de Roland Ratzenberger.
O piloto austríaco perdeu o controle de seu carro na curva Villeneuve, no circuito de Imola, durante o treino classificatório para o fatídico GP de San Marino de 1994. Passou reto, de forma inexplicável, até chocar-se contra o muro de contenção. Ratzenberger morreu com lesões neurológicas, mas ninguém conseguiu entender bem como o acidente aconteceu.
Mais tarde, viria a explicação: a Simtek teria perdido uma asa dianteira, deixando o carro absolutamente fora de controle. O problema é que nenhuma imagem retrata em detalhes o momento em que a asa se desprendeu. A hipótese da perda do aerofólio surgiu através de uma cena parcial, registrada por acaso. Uma câmera, apontada para a curva Tamburello, registrou a passagem da Simtek, mas ficou parada, aguardando o próximo carro. Até que, no canto superior direito do quadro, surge um pedaço de carenagem voando.
Supõe-se que é o registro da perda da asa dianteira, algo que nunca foi confirmado. Aquela carenagem pode ter se soltado quando o carro saiu da pista e entrou pela grama. Dados de telemetria confirmaram que Ratzenberger realmente perdeu pressão aerodinâmica na frente, deixando o carro sem controle. Mas a asa que aparece na imagem é motivo ou consequência do acidente? Nunca se saberá.
2. Batida de Senna em Mônaco – 1988

Foto: Reprodução/TV
O acidente de Ayrton Senna no GP de Mônaco foi decisivo para que o brasileiro conquistasse o título de 1988, por mais paradoxal que possa parecer.
Senna liderava a corrida com folga, com quase um minuto de vantagem sobre Alain Prost, seu companheiro na McLaren e então líder do campeonato mundial. A vitória parecia simples e era só questão de tempo. Até que, a 12 voltas do fim, o brasileiro distraiu-se, perdeu o controle do carro e bateu no guard-rail externo da curva Portier, que leva ao famoso túnel do circuito de Monte Carlo.
O abandono foi decisivo na briga pelo título porque foi, a partir dali, que Senna tornou-se um piloto mais cerebral. Percebeu que velocidade pura apenas não bastava – coisa que Nigel Mansell, por exemplo, não aprendeu nunca – e passou a administrar suas corridas com mais inteligência e foco no resultado. Fez daquele insucesso um aprendizado que lhe garantiu uma carreira de tricampeão do mundo.
O grande problema é que, um momento tão importante da história da Fórmula 1, nunca foi registrado. As únicas cenas existentes são do carro de Senna parado já com o brasileiro fora do carro, retirando o capacete e deixando a pista muito irritado com a besteira que fez. Para sua sorte, ninguém testemunhou a burrada.
1. Problema de Mansell em Mônaco – 1992

Foto: Reprodução/TV
Essa fica em primeiro lugar porque foi, certamente, uma das maiores trapalhadas em uma transmissão de Fórmula 1 em todos os tempos. Nigel Mansell dominava tranquilamente o GP de Mônaco de 1992, até que cometeu um erro e tocou um de seus pneus em um guard-rail, dentro do túnel.
O pneu furou, Mansell ficou lento, chamou sua equipe pelo rádio e avisou que precisaria de uma troca. A Williams se preparou, o inglês entrou nos boxes, trocou pneus e voltou em segundo lugar, dando a liderança a Ayrton Senna.
Até aí, um acontecimento absolutamente normal em corrida. O problema: a transmissão não exibiu absolutamente nada! Distraídos com a briga pelo terceiro lugar entre Riccardo Patrese e Michael Schumacher, os responsáveis pelo corte de imagem não viram nada do que aconteceu. Mansell era o líder e, de repente, apareceu em segundo. Do nada, os créditos da televisão passaram a mostrar Senna em primeiro lugar, o que inicialmente parecia um erro. Não era. O Leão tinha ficado para trás e começou ali uma das mais emocionantes disputas pela vitória em Mônaco, um final de corrida épico com Mansell tentando passar e Senna segurando, nas últimas voltas. Mas os responsáveis por mostrar o GP de Mônaco para o mundo não devem ter descoberto até hoje como a briga se originou.

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nessa corrida de Mônaco , os bandeiras , davam a AZUL pro Senna , eu ficava louco vendo na TV …
e sobre : “se o carro é dele, vem buscar ! ” corrobora o fato dele ir direto pra casa , nessa hora não é ser BURRO , é estar P com alguma coisa.
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Márcio Vilarinho Amaral nesse link você pode ter uma luz: http://pt.wikipedia.org/wiki/Grande_Pr%C3%AAmio_de_San_Marino_de_1990_(F%C3%B3rmula_1)
E nenhuma Arrows se classificou.
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Capelli, idéia sensacional que resultou em um post excelente. Parabéns!
Alguns leitores citaram momentos importantes de treinos que não foram capturados. Eu lembrei de um de corrida: o momento exato em que Alan Jones manda Nelson Piquet para o muro após a primeira largada do GP do Canadá de 1980. O corte foi rápido, mas por pura infelicidade a mudança de câmera acabou perdendo o momento exato do toque. Pode-se ver Jones indo em direção ao lado interno da pista, onde estava Piquet, e em seguida tudo o que aparece é Piquet rodando depois de bater no muro e um monte de carros colidindo.
Esse lance acabou decidindo o título da temporada. A corrida foi paralisada e Piquet pegou o carro reserva, que por erro do chefe dos mecânicos estava com um motor de classificação que não resistiu a mais que 25 voltas. A única combinação que dava o título por antecipação a Jones era o australiano vencendo e Piquet não pontuando. E foi o que acabou ocorrendo.
Sobre a dúvida do Márcio Vilarinho do Amaral: a TV italiana, colocou no meio da corrida o momento em que Alboreto parou seu Arrows nos treinos – provavelmente para mostrar aos telespectadores italianos o momento em que ele perdeu definitivamente a chance de se classificar para a largada. Não sei houve falha do responsável pela geração das imagens para o exterior ou se havia impossibilidade técnica de mostrar Alboreto apenas para a Itália. O fato é que, sem a narração apropriada, muita gente comeu mosca – nesse caso, justificadamente.
A TV brasileira só começou a mostrar os treinos oficiais ao vivo em 1991. Antes disso, meu ritual pré-corrida era comprar o jornal e conferir todo o grid, começando de baixo para cima para ver quem NÃO havia se classificado para a largada. E, justamente antes do GP de San Marino de 1990, eu não fiz isso – havia ido para uma festa, voltei tarde da noite e acordei em cima da hora da largada… Fato é que eu só fui notar a barbaridade no dia seguinte: a “Folha de S. Paulo” deu uma nota a respeito, com o título “Errows”.
Abraços! (LAP)
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Postado em agosto 11th, 2009 às 18:07
Pandini é um monstro.
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Vocês sabiam que quando Sid Waltkins foi avisar a esposa do Gilles sobre sua morte, ela não se surpreendeu? E ainda disse: Eu sabia que quando ele saía de casa, poderia nunca mais voltar …… Esporte interessante.
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Vocês já viram o acidente do Ratzemberger completo no youtube? è um vídeo feito por um amador, nas arquibancadas …. o carro decolou e girou no ar depois (sim, depois) da batida…
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Muito bom, obrigado pelo seu trabalho.
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Cultura inútil, só pra falar do acidente do Martin Donelly… foi praticamente um milagre ele ter saído inteiro do acidente. O Bernie até disse que foi a maior alegria da vida dele quando, no dia de seu casamento, o Donelly entrou na igreja andando!
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Algumas menções:
1- A camera onboard do Senna, em Imola, foi desligada de proposito…
2- O abandono do GP da Italia de 1988 foi resultado de um toque entre ele e o Schlesser.
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O do Gilles Villeneuve não deixa de ser uma surpresa…Na Bélgica as transmissões sempre foram ruins, no Youtube tem a transmissão do GP de 1985 (Globo), que enquanto Senna cruzava a linha de chegada em primeiro, a TV fazia o favor de mostrar o Thierry Boutsen caminhando depois de abandonar a prova…
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E pensar que ter uma transmissão profissional MESMO disponível de graça pra todo mundo (pq a da F1 Digital+ era paga e restrita a alguns países), só começou de forma tímida em 2004, qdo a FOM, com o pessoal da extinta F1 Digital+, começou a ser geradora de algumas corridas, até tomar conta de quase todo o campeonato em 2007. Esse ano, os amadores (entenda-se as TVs locais) só fizeram o GP de Mônaco, e assim será até o final da temporada. Um viva aos novos tempos!
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Rodrigo Vilela >>>> todo mundo concorda que a câmera de Ayrton foi desligada propositalmente?
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A câmera onboard do Senna não foi desligada, o que ocorreu foi que o diretor da transmissão cortou para outra câmera. À época, não eram arquivados os tapes de todas as câmeras, mas somente o que ia ao ar.
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Capelli, me lembrei de uma outra coisa que me pareceu interessante a partir do seu post: no acidente fatal do Jochen Rindt, em Monza 1970, existe a filmagem do final do acidente, mas não a do momento em que a saída da pista ocorre. Tudo bem que no final da década de 1960 as filmagens fossem ainda mais precárias, mas o que impressiona é a quantidade de fotos do atendimento ao piloto, com o rosto sangrando (e, não, não estou confundindo com seu acidente em Montjuic. Há fotos de Rindt antes de entrar na maca e já nesta. Há também uma fotografia do carro, sem as asas dianteiras, retiradas para a tentativa da pole position, percorrendo o que parece ser a reta oposta logo antes da Parabolica). A lição seria de que a cobertura já estava no lugar certo, ainda que reste a dúvida sobre a ausência de imagens.
Claro que posso não ter visto imagens que existem, mas ainda não achei. Pra mim é uma situação muito parecida com a do Villeneuve. Por fim, já vi esse vídeo amador da batida do Ratzenberger, mas não achei o link.
abraços
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Capelli, parabéns pelo blog.
Quanto a esta matéria, especialmente sobre o Roland Ratzemberger, uma curiosidade trágica: lendo a reportagem do GPtotal (L. Pandini) me dei conta que a homenagem da Toyota nas 24Hs de Le Mans de 1994, dois meses após o acidente de Ímola, colocou o nome dele ao lado do J. Krosnoff, americano que veio a falecer em 1996 no Canadá (F Cart).
Abraço
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CAPELI;
BELÍSSIMO TRABALHO E PESQUISA.
MEUS CUMPRIMENTOS.
VICENTE MAJÓ DA MAIA
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Ta na hora de vc colocar os Momentos importantes que a tv não viu mas os fas lembram.. hushsusa… Simplesmente incrivel essa sua reportagem! e os comentarios( exceçao de 1..) mostram como o blog hoje é referencia! Abração Capelli!
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Apesar de não ter ocorrido na Fórmula 1, um dos maiores momentos importantes que ninguém mostrou aconteceu com pilotos da F1, em um autódromo da F1: o acidente entre Stefan Bellof e Jack Icks, em Spa, no ano de 1985, pelo campeonato de protótipos.
As únicas imagens (pelo menos que eu tenha visto) são da on-board do carro de Icks, e não revelam muita coisa. Lembro que na época houve muita discussão de quem afinal tinha sido a culpa. A polêmica foi muito grande principalmente porque havia uma rusga entre os dois pilotos, o que levou a diversas pessoas a atribuir a culpa ao Icks pela manobra imprudente, ao cruzar a frente de Bellof na tomada da curva, motivado pelo desejo de não ser ultrapassado por um piloto a quem havia anteriormente vetado na equipe.
A falta de uma tomada aberta, fora do carro, vem fomentando ainda nos dias atuais essa discussão. Eu particularmente acho que Icks fechou Bellof de maneira abrupta, mas sem imagens fica difícil afirmar com certeza.
Agora, epecificamente da F1, além dos lembrados aqui tanto pelo Capelli quanto pelos leitores, nunca vi imagens do acidente de François Cevert. Lembro somente da imagem terrível do carro capotado sobre o guardrail e da remoção das ferragens como cockpit coberto por uma lona.
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Lembro também de um grande premio do Canada, quando na largada o carro de Riccardo Paletti pegou fogo, mas a locução (narrador e comentarista) ficou discutindo se o piloto haveria saido do carro, embora dava para ver nitidamente nas imagens o capacete do piloto ainda dentro do carro, antes da fumaça tomar conta de tudo. Infelizmente o piloto veio a falecer.
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As transmissões eram fracas mas a F1 era fantástica. Lembro que os comerciais eram inseridos no meio da corrida, ou seja; a transmissão parava para que o comercial fosse veiculado, não era como é hoje, apenas um banner e nada mais. E tem outra, naquela época os carros quebravam demais… então era comum o cara estar liderando uma corrida, entrar o comercial e quando a transmissão voltava o lider era outro…. vinha apenas a imagem do cara parado…. BONS TEMPOS AQUELES QUE A GENTE NÃO VIA UM MONTE DE COISAS E AINDA SOBRAVA OUTRO MONTE PRA VER!!!! Hoje a gente fica de olho nas paradas de boxes!!! QUANTA EMOÇÃO!!!!
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Olá Capelli, parabéns pelo Post. Até recentemente com câmeras onboard em todos carros , etc. Ainda as transmissões deixam a desejar. Por exemplo, no GP do Japão de 2007, o Vettel havia sido punido com perda de dez posições do grid na próximo corrida, por ter batido na traseira do carro do Webber quando estavam atrás do Safety Car. Porém um vídeo amador feito da arquibancada foi postado no youtube e mostrou que o culpado foi o Hamilton que se descuidou da velocidade e teve que frear forte para não passar o Safety car, então o Webber também freou para não passar o Hamilton, o que causou o acidente. A Toro-Rosso entregou este vídeo para a FIA e após analisá-lo retirou a injusta penalidade do Vettel (e não puniu, como deveria, utilizando o mesmo critério, o Hamilton). Ah, se não fosse o Espectador!!! Ahh diga-se de passagem, a FIA entrou com ação contra o Youtube pedindo para retirar o vídeo de circulação, pelos direitos de imagem serem dela!
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Melhor tópico de algum blog neste ano, creio eu. Como sou muito novo (no acidente do Ratzemberger eu tinha apenas 3 anos), foram erros despercebidos por mim.
Mas, ainda hoje temos alguns erros, alguns até concertados. No último treino, naquela da mola soltando do carro do Barrichello, era algo que devia ser mostrado na hora, ao invés da volta de desaceleração do Kovalainen.
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Vou repetir o que muitos já disseram: MUITO BOA MATÈRIA!
Mas, falando em câmeras on board, acho que a F1 poderia copiar a FIndy e instalar as câmeras giratórias que ficam posicionadas acima da cabeça do piloto. São boas, principalmente nas ultrapassagens.
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Ivan Capelli, alguns anos atrás num especial sobre Roland Ratzemberger, foi publicada uma foto tirada por um ”arquibaldo” de um toque entre Ratzenberger e uma Lotus, se não me engano Johnny Herbert, onde na volta anterior ao acidente Ratzenberger toca levemente seu bico no Lotus do Ingles, onde Roland não deve ter notado a gravidade do problema, pois era um trecho de baixa, no entanto, na Villeneuve os carros atingiam velocidades acima dos 300km, e o ”peso” gerado pelo downforce deve ter forçado a asa a um ponto de se romper.
Creio que foi no GPtotal que vi essa foto.
Salu2.
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Parabéns. Muito bom o post.
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“ELF_TL72″, li certa vez num forum, já extinto, que o acidente entre Ickx e Bellof em Spa foi sim filmado, mas que as imagens estariam guardadas em algum cofre da Porsche. Mais uma daquelas histórias que nunca se confirmarão, provavelmente, mas pelo menos nesse caso existe a sequência fotográfica que também explica bastante, coisa que nesses casos citados nesta excelente matéria do Capelli também não há, infelizmente.
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Janus, o automobilismo é um esporte cheio de mistérios. Esses mitos de imagens secretas, que podem ou não no futuro se confirmar, são muitos. Imagens do acidente Icks X Bellof, da on-board completa do Senna no acidente de Imola, a foto de Senna no IML, dentre outras, fazem parte do imaginário da F1 da mesma forma que, por exemplo, os arquivos do assassinato de JFK ou do incidente em Roswell. Tem sempre um clima de conspiração no ar que ajuda a fazer crescer a curiosidade sobre esses assuntos.
Outra enorme curiosidade que tenho, é saber quem foi o Piloto de F1 que filmou “Rendezvous in Paris” de 1978. O filme rendeu até a prisão do diretor, que depois “desmentiu” a participação do amigo e assumiu sozinho a culpa pela condução do carro.
Porém, para mim, não tem desculpa: só um profissional pilotaria daquele jeito. Para quem não conhece a história, vale a pena uma espiada no YouTube. É de tirar o fôlego. E quem tiver um palpite…
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Parabéns pela matéria. Certamente, se pesquisarmos a história da F1, encontraremos diversos outros casos semelhantes.
Capelli, gostaria de aproveitar este espaço para perguntar a você e seus leitores se alguém sabe onde posso encontrar o vídeo da morte do piloto de Stock-Car (da época do Opala) Zelimir Gregoricink (não sei se o nome é exatamente este), que morreu queimado, tendo saído do carro e rolado na grama do autódromo para tentar apagar o fogo. Alguém se lembra disso? Tenho 38 anos, não tenho nem idéia de quando foi que isso aconteceu…
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Capelli, tem uma batida do Schumacher em Monaco 2000 que as câmeras não mostraram e que erroneamente foi declarada como quebra de suspensão.
Ele aparece com a suspensão traseira esquerda quebrada ao adentrar a “reta” de chegada mas bateu na Anthony Noghes.
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Rafael Poliszuk, nao digo desligada, e sim, “confiscada”. Por decisão da FIA, talvez, ninguem nunca mais veja as imagens da batida!
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Capelli, muito bom este post. Sempre me interessei por esse tipo de curiosidade.
QUero registrar tb o acidente com o Wendlinger em Monaco no ano de 1994. Pelo que eu já pesquisei as únicas imagens que aparecem é do carro já escapando no final da reta do túnel.
Abraço
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Prezado Capelli,
Parabéns pelo site e pelos seus posts sempre interessantes.
Achei sua seleção perfeita e gostaria de fazer uma pergunta. No GP do Brasil em 1991, o Senna liderava quando começou a ter problemas no câmbio, e o Mansell que estava se aproximando, rodou por problemas na transmissão. Tudo que lembro era de ver o Mansell girando na fumaça de pneus, destruindo de vez o câmbio e abandonando. A Globo
perdeu a imagem da rodado do inglês?
Aproveito para dizer que a qualidade do seu site me inspirou a colocar num blog (http://arquivosdaformula1.blogspot.com/) alguns arquivos raros que acumulei com o tempo. Tenho até o acidente do Wendlinger comentado pelo Igor acima, mas meu foco é em grandes momentos dos campeões.
É apenas um começo, mas espero dividir essas informações com os amantes da F1.
Um abraço,
Stig Racer
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