
Foto: Divulgação/Brawn
Passadas sete corridas do início do campeonato, que apresenta um domínio assombroso de Jenson Button e um desempenho pra lá de irregular de Rubens Barrichello, começo a procurar explicações para uma diferença tão grande de resultados entre os dois companheiros de equipe.
Com uma amostra desse porte disponível, já não é mais possível creditar tudo a um fator aleatório de sorte/azar. Ao mesmo tempo, não dá para colocar tudo na conta de uma hipotética “incompetência” de Barrichello. Ele pode até não ser aquele piloto que promete ser, mas nem de longe é um inepto que comete erros grosseiros. E aí vem a pergunta: o que há com Barrichello?
Passo a lembrar de toda a carreira do brasileiro, que acompanhei desde o início, e a enumerar seus grandes momentos na Fórmula 1. E me dou conta que, via de regra, alguma coisa havia em comum: um carro nervoso. E lembrando também dos maiores capotes que ele levou de companheiros de equipe, outro aspecto comum: um carro fantástico, que anda sobre trilhos.
Historicamente, Barrichello distinguiu-se por sua habilidade na chuva. Seu grande cartão de visitas em Donington Park há 16 anos, a sua primeira vitória na encharcada Hockenheim, sua primeira pole em Spa, seu belo desempenho em Mônaco e em Magny-Cours com a Stewart. E o que há em comum em todos estes momentos chuvosos? Pista com pouco grip, condições adversas, carro escorregadio.
É nessas circunstâncias que Rubens Barrichello brilha. Poucos conseguem extrair mais de um carro nervoso e com pouca aderência do que o brasileiro. Na chuva, ele patrola. No seco, quase nunca, diria. Mas sempre que teve um carro nervoso e difícil de conduzir, destacou-se sobre seus companheiros de equipe.
Foi assim com Jenson Button no ano passado, guiando a carroça da Honda. Foi assim em seu ano de estreia, contra pilotos experientes como Ivan Capelli e Thierry Boutsen. E mesmo na Ferrari, quando Barrichello só conseguiu andar mais próximo e até a ameaçar Michael Schumacher em anos nos quais a equipe italiana teve dificuldades: 2003 e 2005.
Quando o carro era um foguete, como a fantástica F2004, Schumacher foi soberano. Ganhou 13 corridas e Barrichello levou apenas Monza e Xangai, isso depois que a fatura estava liquidada, com a sede de títulos do alemão saciada. Tudo bem, a gente sabe que na Ferrari havia uma hierarquia clara, mas mesmo assim, o brasileiro não precisou abrir mão de nenhuma posição ou vitória naquele ano. Foi a única temporada, aliás, na qual Ross Brawn e Jean Todt foram a público para afirmar que os dois estavam livres para brigar. Nos anos anteriores até o sino de Maranello sabia que Barrichello não teria chances. E 2004 foi uma surra, nas palavras do próprio Ross.
É incorreto afirmar que Barrichello só vai bem se tem um carro “ruim”. Com carro ruim ninguém faz nada, nem Schumacher venceria se guiasse uma Minardi. Mas, para que o talento de Rubens desperte, é preciso que o bólido seja nervoso, arisco, com reações pouco previsíveis, sem margem para que o piloto possa acelerar sem dó. Pode até ser um carro rápido e vencedor, com foi o F2003-GA. Mas, se o carro é rápido, estável e não precisa de grandes correções, como é a Brawn de 2009, os companheiros acabam se saindo melhor.
A avaliação pode ser superficial, admito. Mas acho que tem um belo fundo de verdade aí, dá para desenvolvê-la melhor. O extrato é que, para ele, carro muito bom é ruim. Seu talento aparece mais em condições difíceis. Quando pisar no da direita é fácil, seus companheiros o vencem em velocidade pura. Mas quando para vencer é preciso jeito, ele aparece muito bem. E, por mais irônico que possa parecer, o BGP 001 – infelizmente para ele – é um baita carro.

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O serviço do Rubens aparece em situações adversas, porque fica totalmente imprevisível qualquer ação da equipe para modificar o resultado da prova, e dessa forma deixam a corrida rolar solta já que qualquer resultado ou de um piloto ou de outro, sempre será bem vindo para a equipe nessas situações.
E essa é mais uma prova de que o cara é bom mesmo, os outros só sabem tocar um carro redondinho, o que é caracteristica de quem não tem braço, e ainda com uma ajudasinha do BOX, tudo fica mais fácil, ou seja, ora é mudança de estratégia, ora é a 7ª curta, ora é o freio trazeiro ineficiente, ora é o vazamento de óleo na fricção, ora é o ……………………., sem falar que ele córre sempre com o terceiro carro da equipe, pois o primeiro é do Button o segundo é o reserva do Button, assim como foi naquele ano em que ganhou na Alemanha, quando teve que usar o carro reserva do Alemão, todo adaptado para participar da prova de qualificação, pois não existia um carro reserva para ele.
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Isso explica o resultado do grande prêmio de Silverstone onde a BGP não conseguiu um bom acerto e Barrichelo superou Jenson de longe na classificação.
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Para completar o comentário do Fábio. Não se esqueça do erro do Massa na primeira volta que também ajudou o Inglês.
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O nome do carro está errado, nunca existiu o F2003-GA e sim o F2005-GA em homenagem a uma pessoa que não lembro direito, mas lembro que F2003-GA nunca existiu.
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barrichello afirmou que esta com freios novos, sera que isso nao aproxima-lo de button?
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Capelli, eu analiso por outro lado, sempre que ele teve um carro bom seja na Ferrari ou na Brawn, com condicoes de vencer, a equipe tinha seu favorito. O Schumacher porque era o Schumacher e o Button porque e ingles em equipe inglesa.
Nesse fim de semana de Silverstone por exemplo, era facil saber que a Brawn ia dar a melhor estrategia (pela primeira vez) para Barrichello e nao fazer seu carro apagar na largada (pelo controle remoto) ou lhe dar freios a disco de marca diferente porque a equipe quer marcar o maior numero de pontos possiveis e sabia que ele andava em Silverstone mais do que Button facilmente (e ja era confirmado isso tanto que largava na frente de Button). Se a equipe sacaneasse o Barrichello, so teriam marcados minguados pontos com Button, so que eles pensam nos construtores e o Button tem uma vantagem enorme.
Pode escrever ai, nas provas que o Button tiver no mesmo decimo do Barrichello, o Rubens vai ter um probleminha suficiente para ele nao ganhar, e nas provas que o Button nao estiver bem, o carro do Barrichello vai estar um “brinco”.
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Eu já acho que o Rubinho tem que fazer como o Piquet fez com o Mansell: acerta o carro e muda algo, mas não conta tudo para o Button (ou para a equipe). Aí volta para o acerto bom para a tomada de tempo, se classifica melhor e o parque fechado garante que não vão copiar para o Button.
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Esse tal de André ai ta se achando o entendido, que números???
Se você acha que os números são só consequencia do tempo na F1, eu é que me espanto com alguém desse nivel comentando aqui. Primeiro pra se conseguir longevidade neste esporte tem que ser bom, quantos pilotos passaram pela F1 nestes tantos anos que Barrichello está lá e não duraram nem um ano, alguns tiveram que pagar pra correr. E Barrichello está na sua 17ª temporada e lutando pelo titulo ainda por cima.
Segundo se fossem so numeros de GPs disputados, ainda por cima são numeros de pontos, de podios, de voltas completadas. Caro André não se faz isso somente como coadjuvante.
O que me revolta nos brasileiros é isso, não reconhecer o valor de alguém, sempre tentar desmerecer e é claro se achar o entendido e sempre o melhor.
Queria ver você lá, alias não precisa nem ser F1 porque acho demais pra alguém com pensamento como o seu, queria ver você num kart que fosse se é tão bom assim pra falar de um piloto do nível do Barrichello.
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Lendo a matéria, cheguei à mesma conclusão que todos! WRC pra Rubinho!!
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Quando Senna resolveu, em meados de 1992, sair da McLaren para se oferecer DE GRAÇA para a Williams-Renault com suspensão ativa e mesmo assim ser preterido na equipe por causa do Alain Prost comecei a entender que a F-1 era um NEGÓCIO aonde os europeus tem prioridade sempre. Tanto que o maior talento da F-1 de todos os tempos só conseguiu uma vaga no time do tio Frank quando na temporada de 1994 o carro não teria nenhum dos acessórios que o tornaram vitorioso nas duas temporadas anteriores quando o inglês Nigel Mansell e o francês Prost simplesmente passearam nas pistas. Daí aconteceu aquela tragédia em Ímola e Rubens Barrichello passou a ser o brasileiro mais bem cotado para ser campeão mundial. Mas Rubinho não era Senna, longe disso. E Rubinho não é pior do que Schumacher, Button, Irvine, Herbert ou qualquer outro piloto que dividiu equipe com ele. É que para ser campeão na F-1 lutando contra pilotos europeus um piloto estrangeiro tem que ser bom demais, pelo menos um segundo mais rápido por volta. Caso contrário, se os tempos forem parecidos, eles sempre darão um jeitinho de faltar gasolina no carro do brasileiro…
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uma coisa é certa, é que o Barrichello é o maior Vice-Campeão da Formula 1 isso ele é!!!
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Rubens Barrichello é bom nas situações nas quais se exige habilidade, e não velocidade. Ele tem boa sensibilidade de pés e mãos para acelerar, freiar e sobresterçar, mas não sabe aplicar tudo isso e ser rápido. Assim, Rubens se destaca na chuva e quando tem um equipamento ruim, pois a adversidade equilibra sua falta de velocidade. Barrichello, em condições normais, sempre levou dois décimos de Schumacher no treino e meio segundo na corrida, por volta. Se para ser rápido ele precisa de carro ruim e para ser campeão precisa-se de um bom carro, “mutatis mutandis”, Barrichello não será campeão!
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eh a mesma coisa sempre…..
existe sempre aqueles que soh sabem criticar….mas se eskecem que estão aki, a maioria trabalhando em algo que nao gosta, com salarios que não gostariam de ter, sonhando em quem sabe um dia poder guiar um desses carros lendarios, comendo arroz e feijao todo dia….e o “rubinho” fazendo o que gosta, estando onde sempre quis estar, onde lutou pra estar, sem ajuda de nenhum de vcs (perdedores que soh veem o lado ruim das coisas) e comendo o fileh que vcs gostariam de um dia comer.
;p
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É Carlos Tavares. Com certeza o Rubinho poe chegar para mim e dizer que corre na F1, que ganha mais do que eu e que come filé… Para mim e mais um 6 bilhões de pessoas no mundo.
Mas o Schumi, além de ter corrido na F1, ser mais rico que o Rubinho e comer toda carne que puder aguentar, tem títulos. Vários títulos. Já você só vai ver o nome do Rubinho em um título se ele te mostrar o de eleitor. E isso, quer ele admita ou não, lhe deve tirar o sono.
Todo mundo aqui, gostando ou não do Rubinho, adoraria estar no lugar dele.
Mas, no meu caso, tem uma diferença: eu, com carreira que ele tem, teria semancol para saber que sou um piloto mediano, não ligaria a mínima se a torcida não me admirasse como o Senna e encararia na boa as piadas. Ou seja, de que adianta ter tudo isso que vc falou e continuar agindo como um frustrado, cobrando amor da torcida, buscando um título que, se vier, decorrerá da persistência e da falta de opção e não do talento?
E já que vc resolveu comparar nós, reles mortais, com o Rubinho “Moonwalker” Barriquebra, pense em uma coisa: a maioria de nós nunca terá a vida que Rubinho tem porque sequer vamos ter a oportunidade de sentar em um carro de competição.
Já o Barriquebra, com as mesmas oportunidades que o Schumi teve, nunca chegou aos pés dele.
Assim, sempre nos restará o benefício da dúvida. Talvez a maioria de nós pudéssemos correr melhor que o Barriquebra, só não tivemos a chance disso. É improvável, mas não impossível. Já o Rubinho tem a certeza de que é pior do que o Alemão (e não só dele). E não tem um titulozinho para calar a boca de quem quer que seja, por mais que ele queira…
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Acredite, Capelli, já havia chegado a essa conclusão. Acompanho a carreira de Rubinho há anos, desde que ele entrou na F1. Realmente ele se destada em situações adversas. Contudo, apesar de bons e até ótimos pilotos serem aqueles que se destacam em condições adversas, o campeão é o que se destaca em todas as situações.
Quanto ao campeonato, acho que a Alemanha dirá se ainda é possível Runinho superar Button (não to dizendo ganhar o campeonato). Se o novo pacote da Brawn voltar a dar vantagem ao carro, é Button que voltará a reinar; se deixar o carro como na Inglaterra, Rubinho o superará (mas ficará atrás da RBR).
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Sua análise sobre a carreira de Rubens Barrichelo me parece muito correta, pois não há desculpa para um desempenho tão abaixo do companheiro de equipe. Seu texto me lembrou das vitórias de John Herbert e Jenson Button. Eram carros que não eram maravilhas, mas no dia em que pareciam foguetes o Rubinho ficou chupando dedo.
Acho que é por aí mesmo. ele precisa de carros ariscos para se dar bem. É uma prova de grande talento, mas um campeão precisa de muito mais. Não por acaso ele nunca disputou títulos de verdade.
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