
Foto: Zawtowers/Flickr
Capelli, tenho uma dúvida que me intriga há um bom tempo. Há algum motivo especial para a Williams de Mansell ter o número 5 em vermelho? A Williams de Prost em 93 tinha o número branco, a de Senna em 94 também. Vale ressaltar que quando Mansell substituiu Senna por um período em 1994, o número voltou a ser vermelho. Há algum motivo para isso? – Leonardo Duarte, Belo Horizonte/MG
Leonardo, o famoso “Red 5″ de Nigel Mansell tem um motivo sim. Como grande parte das coisas que caem no gosto popular, surgiu espontaneamente, sem grandes pretensões. E acabou virando uma marca.
Mansell iniciou sua carreira na Lotus, em 1980, correndo praticamente sempre com o número 12. Quando mudou-se para a Williams, o começo de 1985, passou a correr com o 5, fazendo par com o 6 do companheiro Keke Rosberg. Nas primeiras corridas da temporada, ambos os números eram brancos. Mas a forma similar dos algarismos 5 e 6, somada aos topos azuis dos capacetes dos dois pilotos, tornou difícil o reconhecimento dos carros à distância. Assim, a partir do GP do Canadá, quinta etapa do campeonato, a Williams decidiu pintar o número de Mansell de vermelho.

Foto: Hiroshi Kaneko
E foi justamente neste momento que Mansell passou a aparecer solidamente como um piloto de ponta, vencendo suas primeiras corridas e virando febre na Grã-Bretanha. Murray Walker, célebre narrador da inglesa BBC, passou a referir-se ao piloto como “Red 5″, e a partir daí, virou marca. Tanto que, quando Mansell deixou a Williams em fins de 1988, Thierry Boutsen o substiuiu com um 5 branco, já que não havia como confundir seu capacete azul marinho com o branco de Riccardo Patrese. E quando o Leão voltou da Ferrari, em 1991, pintou novamente seu 5 de vermelho. Mudou-se para a Fórmula Indy em 1993 carregando consigo o Red 5, e em seu último retorno à Williams, em 1994, substiuiu Ayrton Senna com um número 2, mas devidamente vermelho.
O curioso é que apenas quatro das 31 vitórias de Mansell na Fórmula 1 aconteceram em um carro sem o cinco vermelho. Foram os GPs do Brasil e da Hungria de 1989, com o 27 da Ferrari; o GP de Portugal de 1990, com uma Ferrari nº 2 e sua última conquista, na Austrália em 1994, com a Williams “Red 2″.

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Pena que Mansell nunca conseguiu (na F1) se tornar o “Red One”.
…Mas ele teve essa honra na F-Indy.
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O capacete do Boutsen não era preto, com os detalhes em amarelo e vermelho?
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Postado em junho 14th, 2009 às 21:31
Era azul marinho, Bruno. Quase preto, mas era azul. O mesmo tom do capacete do Berger, que muita gente também achava que era preto.
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taí algo que eu sempre quis saber e nunca pensei em te mandar um email, capelli.
Mansell com o red five marcou época!rs
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Capelli, a ideia do “red five” usado pelo locutor inglês vem do filme Guerra nas Estrelas (antigo ep. I, atual ep. IV). É o código da nave de combate utilizada pelo Luke Skywalker. Esse é também um dos motivos, penso eu, para o apelido ter caído no gosto de todos. Aqui está a X-Wing: http://www.flickr.com/photos/kelvin255/2249596567/
Um abraço! E parabéns pelo blog!
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Lembra da Williams ‘Red 5′ do Patrese em Adelaide 87 Capelli?
http://img99.imageshack.us/img99/1728/willf10149.jpg
Abraços
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Postado em junho 14th, 2009 às 23:31
Bem lembrado, Rianov!
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Patrese foi classico com o ” six white “
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tem número que sempre iremos lembrar:
2 – Prost
5 – Mansell
6 – Patrese
12 – Senna
26 – Lafitte
27 – Villenueve
28 – Berger
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Falando das vitórias, qnd o Leão não tinha o “red 5″ teve um carro vermelho, carregando o número para vencer!
Eita! Só venceu com algum vermelho no carro!
Abs
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Grande Mansell! Ou passava, ou batia.
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3 e 4 tyrrel forever
27 era o clássico williams, depois passou pra ferrari em 81 e depois pra mclaren do senna em 90 e de volta pra ferrari em 91.
5 e 6 foram parar na williams vindos da brabham. antes da brabham 5 e 6 eram as lotus de peterson e andretti
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Mansell Win or Wall!!!!
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Olá Capelli…Falando em números de carros, não sei se você é do tipo que aborda coincidências “místicas”, mas você já notou que Ayrton Senna, “coincidentemente” alcançou notoriedade, justamente, com os mesmos numeros, 12 e 27 que imortalizaram Gilles Villeneuve?
Ele alcançou seus títulos com os numeros 12 e 27 (e o terceiro com o 1, por ter ganho o título no ano anterior)
Terá sido uma grande coincidência…ou um presságio de um mesmo fim trágico nas pistas?
Tcharaaaam……Além da imaginação….
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Postado em janeiro 9th, 2010 às 1:29
Bacana!!!
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e por falar em veremelho
o macacao do mansell acho que de 1985 a 1988 era vermelho tambem
alguem confirma ?
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Mateus, sim, era vermelho.
http://cache.formula1.com/photos/597×478/manual/tmk0213ma05.jpg
Este pódium é de 85 ou 86, anos em que o Senna usava o macacão preto da Lotus JPS.
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eu tenho uma miniatura dakela williams, rianov…
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Vale lembrar que o Mansell manteve o “red five” quando foi pra Indy em 1993, correndo pela Newman Haas.
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Capelli, certo então. Pq eu acreditava que era preto, até pela semelhança ao capacete do Stefan Bellof. E pelo fato de serem as cores da Bélgica…
http://www.stefans-helmpage.de/thierry_boutsen.htm
De toda forma, esse capacete me remonta ao começo dos 90s, até pelo fato dos pilotos terem uma identidade com seus cascos…
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adoro a pintura daquela Williams e essa história do “red five”.
lembro de uma revista Grid antiga, creio que de 1994 ou 1995, que mostrava que na F-3 sul americana uma equipe patrocinada pela Caixa Econômica Federal usava pintura idêntica à da Williams Camel-Canon, números 5 e 6. E a partir de certa corrida, o 5 passou a ser pintado de vermelho, para tirar ainda mais onda de Williams.
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Postado em junho 15th, 2009 às 19:59
Essa foi do baú, Hamilton. Lembro disso sim, foi em 1989.
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e as cores do número vermelho sobre o branco e este sobre azul lembram a bandeira do UK.
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Eu ouvi falar de uma lenda de que o “Red 5″ também se referiria ao “Guerra nas Estrelas”. “Red 5″ era o codinome do Luke Skywalker na Esquadra que atacou a “Estrela da Morte” no 1o Filme da Série.
Agora se é verdade….
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O Piquet teve uma trajetória vitoriosa usando o nº 5 nos seus dois primeiros títulos mundiais, em 1981 e 1983. Lembro do primeiro teste dele na Williams nº 5 em Paul Ricard no final de 1985, e acreditava por razões óbvias que esse seria seu algarismo em 1986. A coisa começou a cheirar mal quando foi confirmado que o Mansell continuaria com o 5 e Piquet ficaria com o 6, sendo também que o próprio Mansell disse na época que não aceitaria a condição de segundo piloto. Aí veio o acidente do Frank Williams e… Ainda bem que o Piquet teve força mental, técnica e malandragem para reverter em 1987. E Com o ” White Six ” estampado no carro.
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Torci muito pro Mansell alcançar o Senna em Interlagos em 91. Era a primeira vez que eu ia a Interlagos ver ao vivo e queria ver era disputa, não procissão. Mas, se ele não tivesse quebrado, teria alcançado o Senna só em 6ª marcha, e não haveria disputa do mesmo modo.
Fiquei ma memória com a impressão de ter escutado o som da quebra do cãmbio do inglês, que rodou no S – eu estava no meio da reta oposta, no setor G.
Foi aplaudido e gozado pelo público, com o qual sempre teve muita empatia.
E já disse uma vez que achava sensacional a curva do Laranjinha.
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PS: primeira volta a Interlagos desde os anos 70, época da qual assisti alguns GPs.
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Tô com o Martin. A nave era matadora, o carro também:
Martin disse:
14 de junho de 2009 às 21:01
Capelli, a ideia do “red five” usado pelo locutor inglês vem do filme Guerra nas Estrelas (antigo ep. I, atual ep. IV). É o código da nave de combate utilizada pelo Luke Skywalker. Esse é também um dos motivos, penso eu, para o apelido ter caído no gosto de todos. Aqui está a X-Wing: http://www.flickr.com/photos/kelvin255/2249596567/
Um abraço! E parabéns pelo blog!
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Luiz G: A coincidência não me passou despercebida, tanto que escolhi esses dois números combinados para os 4 últimos dígitos do meu celular! (Tenho esse número desde 2004)
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Outras equipes pintavam os números de cores diferentes para evitar a confusão entre o “5″ e o “6″.
Acho que a Renault, quando era “15″ e “16″, pintava o “15″ de vermelho e o “16″ de branco.
Já a Benetton do Schumacher, em 94, tinha detalhes vermelhos no bico e no aerofólio dianteiro, para diferenciá-la da do Lehto ou Vertappen.
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Valeu Capelli, esse era um dos maiores mistérios da F-1 para mim.
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Olá Capelli,
Como foi lembrado pelo Rianov, Patrese também já correu com o “Red Five” em Adelaide 87, substituindo Mansell, que havia se acidentado no GP anterior em Suzuka.
http://img254.imageshack.us/img254/4322/patrwilladel87hrf1tl6.jpg
Além dele, outros dois pilotos competiram com esse número, em 1988, quando Mansell ficou afastado devido a uma varicela:
Martin Brundle no GP da Bélgica
http://f.imagehost.org/0944/Martin_Brundle_FW12_Judd_1988_Belgian_Grand_Prix_at_Spa-Francorchamps.jpg
Jean Louis Schlesser em Monza, no GP da Itália
http://img511.imageshack.us/img511/4517/1988jeanlouisschlesserwni7.jpg
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Capelli! Quaro parabenizá-lo pelo seu espaço e pelas suas publicações! Sou fã de automobilismo e procurosempre aprender um pouco mais sobre o assunto. O interessante é que, à medida que eu vou procurando e lendo sobre automobilismo e carros (também sou apaixonado por carros), sinto dentro de mim o interesse crescente de ingressar em uma categoria de automobilismo, mesmo que seja pequena, só pelo prazer de correr. Como já disse, tenho aprendido, é porque conheço pouco que te pergunto: é possível sendo eu músico, com 25 anos e sem dinheiro para tal, ingressar em qualquer categoria, pura e simplesmente pelo prazer de correr? Quais categorias seriam estas e se possível, por onde começo? Muito obrigado!
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Caro Luiz G, vc tem que se atualizar amigo, Mansell fora campeão mundial com 6 ou 5 corridas de antecedencia quando a honda da Meclaren de Senna era ruim.
Estou certo ou errado Capelli?
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Postado em junho 26th, 2009 às 13:52
Ele ganhou na Hungia, 11ª etapa de 16.
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Na GP MASTERS ele também usou o “Red 5″, e o carro também era vermelho! :| Mas ai colocaram um fundo branco!rs
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