A empatia de Barrichello*

* Texto de Victor Martins, publicado em seu blog. Escrevi dias atrás para criticar a postura de Rubens Barrichello em fechar seu Twitter a um grupo seleto e até bloquear algumas pessoas que, segundo ele, já estavam sacaneando. Polemiquinha à parte, e depois de “começar do zero” de novo, como escreveu, tem-se que elogiar o novo [...]
 
Foto: Reprodução/Adrivo.com

Foto: Reprodução/Adrivo.com

* Texto de Victor Martins, publicado em seu blog.

Escrevi dias atrás para criticar a postura de Rubens Barrichello em fechar seu Twitter a um grupo seleto e até bloquear algumas pessoas que, segundo ele, já estavam sacaneando. Polemiquinha à parte, e depois de “começar do zero” de novo, como escreveu, tem-se que elogiar o novo Barrichello.

Como todos que têm usado este espaço de comunicação, Barrichello vem twittando com frequência. Não só isso, criou um canal interessante com o público. Sempre em português, diga-se. Primeiro foi sobre seu capacete. Rubens quis e ainda quer saber se os torcedores e seus seguidores preferem que a cor do casco seja amarela ou laranja; a mais votada vai à cabeça do piloto, literalmente, no GP da Alemanha.

Agora, Barrichello recebeu bem uma campanha iniciada no mesmo lugar para que ele dance em homenagem a Michael Jackson caso ele vá ao pódio na corrida em Nürburgring. “Vou trabalhar muito pra ter um fim de semana bom e dedicar a vocês o que sair do moonwalk”, postou o piloto.

É isso aí. Barrichello pegou o espírito da coisa. E tomara que ele termine entre os três primeiros na Alemanha. Se acontecer, tem quem vá achar a dança horrível. Ao menos, Barrichello conseguiria resgatar uma empatia com o público que perdeu há algum tempo.

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Quem acompanha meu trabalho sabe: quando é para criticar, eu critico. E quando é para elogiar, elogio. E utilizei o post de Victor Martins aqui porque não poderia concordar mais com o que ele diz.

É verdade, Barrichello começou mal no Twitter. Tentou fazer um perfil fechado, andou bloqueando gente, confirmou dizendo “eu bloqueio mesmo!”, xingou de volta quem andou falando gracinhas para ele. Foi apenas um dia, desastroso e lamentável. Mas depois de todo o barulho inicial, coincidência ou não, muita coisa mudou.

E, é fato, o Barrichello que todos têm acompanhado nos últimos dias no Twitter é um sujeito admirável. Aberto, franco, fala em português, diverte e abre um canal fantástico com o público. Para se ter um ideia, nesse exato momento, ele comenta ao vivo a corrida da Fórmula Indy.

E o caso do moonwalk merece ainda um detalhamento maior. Hoje foi feita uma campanha, iniciada pelo perfil de Rodrigo Borges, entre seus seguidores no Twitter para que Rubens homenageie Michael Jackson no pódio do GP da Alemanha, dançando o moonwalk ao invés da tradicional sambadinha.

É uma atitude sem noção? É. Mas é de um humor nonsense cujo espírito, admito, nunca imaginei que Barrichello viesse a ter. E ele tem. E isso é muito bom, para ele e para o público. Mais relaxado, sem precisar provar mais nada para ninguém, pode estar surgindo um novo Barrichello. E que todos, a partir de agora, possam rir com ele, e não mais dele.

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Quem é o autor?

Jornalista, 32 anos, um chato que dá pitaco em quase tudo sobre automobilismo. Capelli não é o ex-piloto Ivan Capelli, apenas alguém que tem esse apelido. Embora mantenha este blog e colabore com o site Grande Prêmio, o jornalismo não é sua atividade profissional principal. Capelli trabalha como gerente em uma empresa de tecnologia.