Últimos movimentos

Oficialmente, até ontem a Fórmula 1 só tinha uma vaga em aberto, a de companheiro de Sebastien Buemi na Toro Rosso. E hoje ela se fechou, com a equipe anunciando a permanência de Sebastien Bourdais. Ao que parece, não há mais vagas para a temporada 2009, que deve começar com apenas 18 carros no grid. [...]
 
Foto: GEPA Pictures/Divulgação Red Bull

Foto: GEPA Pictures/Divulgação Red Bull

Oficialmente, até ontem a Fórmula 1 só tinha uma vaga em aberto, a de companheiro de Sebastien Buemi na Toro Rosso. E hoje ela se fechou, com a equipe anunciando a permanência de Sebastien Bourdais. Ao que parece, não há mais vagas para a temporada 2009, que deve começar com apenas 18 carros no grid. Mas… será mesmo?

Creio que não. Analisando os movimentos de bastidor, tudo aponta em outra direção. Bernie Ecclestone já usou a imprensa para dizer que 18 carros é um absurdo e que a categoria terá 20 participantes em Melbourne, nem que para isso ele tenha que obrigar McLaren e Ferrari a alinhar um terceiro carro. Bruno Senna abriu mão de sua vaga na iSport para disputar a GP2 alegando que vai dar prioridade à Fórmula 1. Surgiria o brasileiro numa terceira McLaren ou numa Ferrari? Lógico que não.

Bruno sempre teve uma carreira muito bem gerenciada e sabe que, tendo iniciado tarde no automobilismo, perder mais um ano poderia ser fatal para suas pretensões. Ele precisa correr. Na conjuntura atual, ser piloto de testes na Fórmula 1 de nada servirá, pois praticamente não vai andar. Se rompeu seu acordo com a iSport, é porque sabe que vai correr.

E é aqui que entra o meu palpite. Bernie Ecclestone bancará a permanência da ex-Honda na Fórmula 1, que deverá ter Jenson Button e Bruno Senna ao volante. Vale lembrar que a fábrica em Brackley continua operando e que a Honda deixou verba para que a equipe pudesse iniciar o campeonato. Apenas depois da estreia é que ela precisará de um novo aporte financeiro. Mesmo com a crise, Bruno Senna chega à categoria apoiado por patrocinadores do peso como Embratel e Banco Santander. A Petrobras, com planos de lançar uma gasolina de nome “Senna”, pode participar da operação também. A menos que a crise financeira a obrigue a desistir do plano.

De toda forma, ainda há uma peça solta no quebra-cabeça, o tal terceiro carro. E é aí que entra a astúcia de Bernie Ecclestone. Ele tem total interesse em manter a categoria com 20 carros, mas faltam motores para a Honda. Com a ameaça do terceiro carro, ele tem maior poder de barganha com McLaren ou Ferrari. Afinal o que sairá mais barato para uma das equipes: colocar um terceiro carro para correr ou ceder motores a baixo custo para uma terceira equipe?

Em março, Bruno Senna e Jenson Button devem desembarcar em Melbourne para disputar o GP com um carro de motor Ferrari ou Mercedes. E a F1 deverá continuar com 10 equipes, porque assim o onipotente e onipresente Ecclestone deseja.

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Quem é o autor?

Jornalista, 32 anos, um chato que dá pitaco em quase tudo sobre automobilismo. Capelli não é o ex-piloto Ivan Capelli, apenas alguém que tem esse apelido. Embora mantenha este blog e colabore com o site Grande Prêmio, o jornalismo não é sua atividade profissional principal. Capelli trabalha como gerente em uma empresa de tecnologia.