Acabou?

A bomba do dia foi apurada inicialmente por Flavio Gomes e Victor Martins, e agora recebe côro de todos os que foram buscar mais informações e sempre a confirmam: a Honda anuncia nesta madrugada que está fora da Fórmula 1. A notícia surpreende pelo anúncio ser repentino, mas a grande verdade é que, mais dia menos [...]
 
Foto: Divulgação/Honda

Foto: Divulgação/Honda

A bomba do dia foi apurada inicialmente por Flavio Gomes e Victor Martins, e agora recebe côro de todos os que foram buscar mais informações e sempre a confirmam: a Honda anuncia nesta madrugada que está fora da Fórmula 1.

A notícia surpreende pelo anúncio ser repentino, mas a grande verdade é que, mais dia menos dia, iria acontecer. A Fórmula 1 é uma brincadeira cara demais para quem entra e não dá nenhum resultado. Em tempos de crise então, nem se fala. Montadoras só ficam na categoria para vencer e, se não conseguirem, pulam fora. A Renault, cujo fim já era especulado ano passado, ganhou sobrevida com as vitórias de Alonso em 2008. A Toyota, que conseguiu gastar mais dinheiro e ser tão incompetente quanto a Honda, pode deixar o barco em 2010.

Como Max Mosley já previa há algum tempo, os altos custos estão fazendo com que a Fórmula 1 engula a si própria. Dado o cenário da crise financeira internacional, já começo a achar que a proposta de motores padronizados vai acabar passando. Talvez seja a única maneira de evitar que a categoria entre em colapso, já que forçará uma radical redução de custos.

É algo totalmente contrário à essência da F1? Sem dúvidas. Mas pode ser uma boa solução de emergência para que todos ultrapassem com vida a turbulência da economia mundial. Nos anos 50, na falta de equipamento, a F1 existiu por algumas temporadas com carros de Fórmula 2. Uma aberração, mas que foi importante para consolidar os primeiros anos de existência do campeonato.

Talvez seja a hora de todos abrirem mão do puritanismo em nome da salvação. Parece até discurso religioso, e talvez seja mesmo, caso a saída da Honda se confirme como a primeira trombeta do apocalipse da F1.

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Quem é o autor?

Jornalista, 32 anos, um chato que dá pitaco em quase tudo sobre automobilismo. Capelli não é o ex-piloto Ivan Capelli, apenas alguém que tem esse apelido. Embora mantenha este blog e colabore com o site Grande Prêmio, o jornalismo não é sua atividade profissional principal. Capelli trabalha como gerente em uma empresa de tecnologia.