Heidfeld e seu casco comemorativo

2 de julho de 2009 - 19:46 | 27 Comentários »
Reprodução/NickHeidfeld.com
Reprodução/NickHeidfeld.com

Agora virou moda. Rubens Barrichello foi o primeiro piloto a promover um concurso em seu site, para que fãs sugerissem uma pintura especial em seu capacete para ser utilizado no GP do Brasil de 2006. Na ocasião, venceu um desenho em amarelo, com palmas de mão desenhadas. Desde o ano passado, Jenson Button faz o mesmo no GP da Inglaterra. E a bola da vez é o alemão Nick Heidfeld.

Mas como diz a velha máxima, gosto não se discute, se lamenta. Dentre mais de 9.000 sugestões de internautas, Nick escolheu os 11 “melhores”. E deles, extraiu a beleza acima, com a qual disputará o GP da Alemanha, dia 12 de julho.

Na verdade, analisando os outros dez, talvez dois ou três se salvem. Pergunta: será que os outros 9.000 eram uma porcaria igual ou Heidfeld tem mesmo um gosto sui generis?

Avalie este post:
RuimRegularBomMuito BomÓtimo (11 avaliações, média de 4,55/5)
Loading ... Loading ...


Entrevista com Philippe Streiff

30 de junho de 2009 - 13:28 | 18 Comentários »
Foto: Reprodução/Adrivo
Foto: Reprodução/Adrivo

Alexandre Carvalho, do ótimo blog Almanaque da Fórmula 1, realizou por e-mail uma entrevista com o ex-piloto Philippe Streiff. O francês, infelizmente, recebeu mais destaque na categoria pelo grave acidente que sofreu em um teste em Jacarepaguá no começo de 1989, quando teve lesões na coluna e na medula, ficando paraplégico.

Na entrevista, Streiff conta um pouco de sua história na Fórmula 1 e relata como foi o acidente e a transformação que sofreu em sua vida. Antes de mais nada, um belo depoimento humano.

Para ler a entrevista, clique aqui.

Avalie este post:
RuimRegularBomMuito BomÓtimo (14 avaliações, média de 4,50/5)
Loading ... Loading ...

Leia também:

A empatia de Barrichello*

27 de junho de 2009 - 22:48 | 29 Comentários »
Foto: Reprodução/Adrivo.com
Foto: Reprodução/Adrivo.com

* Texto de Victor Martins, publicado em seu blog.

Escrevi dias atrás para criticar a postura de Rubens Barrichello em fechar seu Twitter a um grupo seleto e até bloquear algumas pessoas que, segundo ele, já estavam sacaneando. Polemiquinha à parte, e depois de “começar do zero” de novo, como escreveu, tem-se que elogiar o novo Barrichello.

Como todos que têm usado este espaço de comunicação, Barrichello vem twittando com frequência. Não só isso, criou um canal interessante com o público. Sempre em português, diga-se. Primeiro foi sobre seu capacete. Rubens quis e ainda quer saber se os torcedores e seus seguidores preferem que a cor do casco seja amarela ou laranja; a mais votada vai à cabeça do piloto, literalmente, no GP da Alemanha.

Agora, Barrichello recebeu bem uma campanha iniciada no mesmo lugar para que ele dance em homenagem a Michael Jackson caso ele vá ao pódio na corrida em Nürburgring. “Vou trabalhar muito pra ter um fim de semana bom e dedicar a vocês o que sair do moonwalk”, postou o piloto.

É isso aí. Barrichello pegou o espírito da coisa. E tomara que ele termine entre os três primeiros na Alemanha. Se acontecer, tem quem vá achar a dança horrível. Ao menos, Barrichello conseguiria resgatar uma empatia com o público que perdeu há algum tempo.

——

Quem acompanha meu trabalho sabe: quando é para criticar, eu critico. E quando é para elogiar, elogio. E utilizei o post de Victor Martins aqui porque não poderia concordar mais com o que ele diz.

É verdade, Barrichello começou mal no Twitter. Tentou fazer um perfil fechado, andou bloqueando gente, confirmou dizendo “eu bloqueio mesmo!”, xingou de volta quem andou falando gracinhas para ele. Foi apenas um dia, desastroso e lamentável. Mas depois de todo o barulho inicial, coincidência ou não, muita coisa mudou.

E, é fato, o Barrichello que todos têm acompanhado nos últimos dias no Twitter é um sujeito admirável. Aberto, franco, fala em português, diverte e abre um canal fantástico com o público. Para se ter um ideia, nesse exato momento, ele comenta ao vivo a corrida da Fórmula Indy.

E o caso do moonwalk merece ainda um detalhamento maior. Hoje foi feita uma campanha, iniciada pelo perfil de Rodrigo Borges, entre seus seguidores no Twitter para que Rubens homenageie Michael Jackson no pódio do GP da Alemanha, dançando o moonwalk ao invés da tradicional sambadinha.

É uma atitude sem noção? É. Mas é de um humor nonsense cujo espírito, admito, nunca imaginei que Barrichello viesse a ter. E ele tem. E isso é muito bom, para ele e para o público. Mais relaxado, sem precisar provar mais nada para ninguém, pode estar surgindo um novo Barrichello. E que todos, a partir de agora, possam rir com ele, e não mais dele.

Avalie este post:
RuimRegularBomMuito BomÓtimo (33 avaliações, média de 4,67/5)
Loading ... Loading ...


Um momento angustiante

26 de junho de 2009 - 0:45 | 54 Comentários »

Há duas semanas, quando preparei aquele Quiz do Capelli, lembrei de um fato envolvendo o atropelamento de um mecânico da equipe Arrows por um carro da própria equipe. Dentre todas as respostas do quiz, foi uma das menos acertadas e que gerou alguns e-mails de leitores questionando sobre o acidente. Assim, tive a ideia para este post.

Foi um momento absolutamente angustiante. Não só pelo fato em si, mas também por todo o contexto no qual esteve envolvido. Assim como no GP de San Marino de 1994, quando uma sucessão de fatos trágicos aparentemente não relacionados aconteceu de forma inacreditável, uma aura negativa cobria aquele final de semana em Zolder, no GP da Bélgica de 1981.

Durante o treino de classificação de sexta-feira, Carlos Reutemann, da Williams, havia atropelado um mecânico da eqiupe Osella, Giovanni Amadeo. O pit lane de Zolder era demasiado apertado e mais hora menos hora, algo assim viria a acontecer. No final da sessão, Amadeo atravessou o pit lane sem perceber a presença de Reutemann, que entrava rápido, mas dentro dos limites de velocidade regulamentares. O mecânico foi atingido por um dos pneus traseiros da Williams, sendo que Reutemann nem percebeu o que havia acontecido. Há inclusive relatos de que o mecânico teria escorregado e caído por sobre o carro que passava, o que explicaria o estranho acidente. Com traumatismo craniano severo, Amadeo foi levado ao hospital em estado grave.

Todo o sábado transcorreu com uma aura ruim e com a informação de que o mecânico estava em coma profundo. Na madrugada de domingo, chega a notícia do diagnóstico de morte cerebral. A Fórmula 1 ficou de luto.

Minutos antes do começo da corrida, mecânicos de diversas equipes resolvem fazer um protesto em frente ao grid de largada, exigindo mais segurança nos pit lanes. Alguns pilotos juntam-se ao movimento, entre eles Gilles Villeneuve, Didier Pironi e Jacques Laffite. Outros ficam batendo boca com os mecânicos, exigindo liberação da pista para que a prova possa iniciar.

Nisso, a direção de prova autoriza o início da volta de apresentação, mesmo com vários pilotos fora de seus carros. O cenário é de caos, mas os carros partem sem maiores incidentes. O problema é que, ao alinhar seu carro para a largada, Nelson Piquet erra a sua posição. A direção de prova permite que ele parta para uma segunda volta de apresentação, enquanto todos os outros carros ficam esperando no grid.

Quando Piquet finalmente alinha, a largada é autorizada. Mas o motor da Arrows de Riccardo Patrese não aguenta um minuto e meio em ponto morto e apaga. Parado no grid, o italiano começa a agitar os braços, e eis que um mecânico seu, Dave Luckett, invade a pista para acionar seu motor novamente.

E aí começam momentos de agonia. Imagine um carro parado no grid, correndo o risco de ser atingido por alguém que vem mais veloz atrás. Agora imagine este carro parado com um mecânico atrás. O provável acontece: outro carro vem e atinge a Arrows de Patrese em cheio, com Luckett no meio. Ironicamente, a outra Arrows inscrita para a prova, do italiano (sim, italiano!) Siegfried Stohr.

A cena é chocante: o mecânico está estirado no chão, desmaiado e com as pernas fora de esquadro. Todos temem pelo pior. E Stohr é o próprio retrato do desespero. Tenta sair do carro, tropeça, quase cai, leva as mãos à cabeça e gesticula sem parar, como que dizendo: “o que eu fiz? o que eu fiz?”.

Passado o susto, Luckett é atendido e seu estado, felizmente, não é grave. Ele tem fraturas nas pernas, mas não corre risco de vida. Assim, a corrida reinicia normalmente, mas sem as duas Arrows. Foi apenas um grande susto, causado por absoluta incompetência da organização da prova, que conseguiu fazer uma besteira atrás da outra.

As marcas do acidente, no entanto, não se apagaram para Siegfried Stohr. Mesmo sendo um psicólogo formado, o italiano não reagiu bem ao fato de quase ter matado um mecânico da própria equipe. Perdeu a velocidade que tinha e nunca mais competiu em bom nível. Nos treinos para o GP da Itália, sofreu um acidente e optou por abandonar as pistas definitivamente. E Luckett, felizmente, vive sem sequelas daquele dramático acidente.

Avalie este post:
RuimRegularBomMuito BomÓtimo (59 avaliações, média de 4,86/5)
Loading ... Loading ...


Caiu!

24 de junho de 2009 - 9:18 | 30 Comentários »
Foto: Reprodução/Grande Prêmio
Foto: Reprodução/Grande Prêmio

A FOTA conseguiu o que queria. Terminada a reunião do Conselho Mundial da FIA, Max Mosley declarou que não se candidatará à reeleição e que chegou a um acordo com as equipes dissidentes.

A Fórmula 1 está salva, do racha e de Mosley.

Avalie este post:
RuimRegularBomMuito BomÓtimo (20 avaliações, média de 3,85/5)
Loading ... Loading ...


Pilotoons animado: GP da Inglaterra

23 de junho de 2009 - 22:06 | 18 Comentários »

Mais uma das peripécias de Bruno Mantovani

Não sei o que ficou mais divertido. Estou em dúvida entre o Baby Vettel e o Bruno Senna na geladeira. Genial!

Avalie este post:
RuimRegularBomMuito BomÓtimo (29 avaliações, média de 4,45/5)
Loading ... Loading ...


Emendou bem

23 de junho de 2009 - 15:38 | 34 Comentários »

Falei agora por telefone com a assessoria de Rubens Barrichello a respeito do bloqueio do Twitter. Lamentaram o ocorrido e informaram que foi um engano. Segundo Anderson Marsili, este meio de comunicação nem foi lançado oficialmente e o piloto ainda está testando a ferramenta. Nisso, andou bloqueando gente por engano.

Depois disso, foi tomada a decisão de liberar o perfil dele a todos sem bloqueio. Segue e-mail enviado por Marsili, confirmando:

“Agradeço seu e-mail e atenção para saber o motivo de um bloqueio do seu twitter pelo Rubens. No entanto, foi apenas um equívoco porque o Rubens está se familiarizando com a ferramenta. Não foi e não há qualquer intenção de bloqueio por parte do Rubens referentes a jornalistas. Pelo contrário, o espaço foi criado para ser mais uma forma de comunicação com o Rubens. Mas, ressaltando, como ainda estava conhecendo o twitter, o Rubens fez questão de retirar a necessidade de uma solicitação para seguí-lo. Agora, é só entrar www.twitter.com/rubarrichello

Começou mal, mas agora tomaram o rumo certo. Tomara que Barrichello consiga fazer do Twitter um uso tão bom quanto faz Nelsinho Piquet.

Avalie este post:
RuimRegularBomMuito BomÓtimo (19 avaliações, média de 2,84/5)
Loading ... Loading ...


Começou mal

23 de junho de 2009 - 10:28 | 81 Comentários »

Barrichello bloqueia pessoas no Twitter

Enquanto Nelsinho Piquet colhe bons frutos pela postura e pela inteligência no Twitter, Rubens Barrichello vai pelo caminho contrário. Novato na ferramenta, cuja conta oficial foi criada ontem, o piloto da Brawn GP já começou “elegendo” pessoas que possam ler o que ele escreve.

Um dos primeiros ceifados por Barrichello foi justamente este blogueiro, conforme comprova o print acima. Depois de uma mensagem de boas-vindas enviada por mim, a resposta foi um bloqueio.

Talvez o piloto não saiba como a ferramenta funciona e isso é compreensível. Mas evitar que a imprensa tenha acesso aos seus relatos é, no mínimo, retaliação e falta de inteligência. Se não foi um engano, começou mal, muito mal.

—-

Atualização: para evitar mal-entendidos. A frase padrão do Twitter quando você pede acesso a um perfil autorizado e está aguardando aprovação é “You’ve sent a request to follow this person. If your request is approved, you’ll be able to view their updates”. No caso citado acima, está comprovado que ele bloqueou, intencionalmente ou não.

Avalie este post:
RuimRegularBomMuito BomÓtimo (32 avaliações, média de 2,97/5)
Loading ... Loading ...


Pilotoons: GP da Inglaterra

22 de junho de 2009 - 11:00 | 10 Comentários »

Rapidinho, o pai do Enzo já desenhou o seu olhar sobre o GP da Inglaterra.

Arte: Bruno Mantovani
Arte: Bruno Mantovani


 

Avalie este post:
RuimRegularBomMuito BomÓtimo (25 avaliações, média de 4,56/5)
Loading ... Loading ...


Que hino é esse?

22 de junho de 2009 - 8:01 | 18 Comentários »
Foto: Mark Thompson/Getty Images/Divulgação Red Bull
Foto: Mark Thompson/Getty Images/Divulgação Red Bull

Bastante espirituoso, Sebastian Vettel sublinhou com um gesto no pódio do GP da Inglaterra o que acontecia durante a execução do hino em homenagem ao construtor vencedor. Pela primeira vez, foi tocado para a equipe Red Bull o hino da Áustria, país de origem da marca de bebidas energéticas.

No GP da China, primeira vitória da escuderia, a organização não dispunha do hino austríaco e tocou o da Grã-Bretanha, gerando decepção nos membros do time. Em Silverstone, a organização acertou e Vettel fez um simpático sinal para seus colegas.

Avalie este post:
RuimRegularBomMuito BomÓtimo (22 avaliações, média de 4,82/5)
Loading ... Loading ...


McLaren: ponto mais baixo em 28 anos

21 de junho de 2009 - 11:48 | 13 Comentários »
Foto: Divulgação/Bridgestone
Foto: Divulgação/Bridgestone

Heikki Kovalainen teve um pneu furado e bateu com Sebastien Bourdais. Lewis Hamilton saiu na última fila e chegou em antepenúltimo. Distante das primeiras posições, a McLaren não marca pontos há quatro corridas. O jejum é histórico.

A última vez em que a equipe prateada ficou quatro GPs consecutivos sem pontuar foi há 28 anos, entre as temporadas de 1980 e 1981, do final do campeonato nos Estados Unidos até o GP da Argentina do ano seguinte. É o ponto mais baixo da história da equipe desde que foi assumida por Ron Dennis, no final de 1980. E, a julgar pelo desempenho que os carros vêm apresentando, o jejum deve seguir por mais algumas etapas.

Avalie este post:
RuimRegularBomMuito BomÓtimo (19 avaliações, média de 4,68/5)
Loading ... Loading ...


Positivo e Negativo: Inglaterra

21 de junho de 2009 - 11:39 | 17 Comentários »

Positivo: Sebastian Vettel. Por mais que o grande desempenho da Red Bull tenha tornado as coisas fáceis, o alemão foi perfeito. Largou na frente e disparou metendo um segundo por volta em todo mundo, mesmo com um dos carros mais pesados. Menção honrosa para Felipe Massa, que fez grande corrida para chegar em quarto lugar.

Negativo: Jenson Button. Tá certo que a Brawn não teve o mesmo desempenho de sempre, mas mesmo assim o inglês andou abaixo da média. E, pela primeira vez, ficou atrás de Barrichello. Menção desonrosa para Lewis Hamilton, que viu mais grama do que pista durante a prova. Uma corrida decepcionante para os pilotos locais.

Avalie este post:
RuimRegularBomMuito BomÓtimo (19 avaliações, média de 4,32/5)
Loading ... Loading ...


Rapidinhas: GP da Inglaterra

21 de junho de 2009 - 11:27 | 43 Comentários »
Foto: Mark Thompson/Getty Images/Divulgação Red Bull
Foto: Mark Thompson/Getty Images/Divulgação Red Bull

- Vitória tranquila de Sebastian Vettel, numa das corridas mais monótonas da temporada. A Red Bull sobrou em Silverstone, mais do que se imaginava.

- O alemão garantiu a vitória logo no primeiro terço de corrida quando, mesmo com um carro mais pesado que os principais pilotos do grid, saltou à frente na largada e passou a abrir um segundo por volta para o resto.

- Mark Webber, seu companheiro e único capaz de fazer frente a seu domínio, ficou preso atrás da Brawn de Rubens Barrichello, sem conseguir ultrapassar. Quando conseguiu, durante o primeiro pit stop, já tinha 21 segundos de desvantagem para Vettel. A corrida já estava ganha e conformou-se com o segundo lugar.

- Terceiro, Barrichello fez uma boa corrida com uma Brawn irreconhecível. Era nítido o quanto ele e Button brigavam com o carro, nervoso e arisco. Será que a equipe andou para trás ou foi apenas um final de semana ruim?

- É com a segunda hipótese que Jenson Button prefere contar, pois seu desempenho foi péssimo, tanto nas corridas quanto nos treinos. Pelo rádio, reclamava gritando do quanto o assoalho batia no chão e o carro ficava desequilibrado na curva 1. Nem de longe lembrou o Jenson dominador das provas anteriores. Chegou em sexto, fora do pódio pela primeira vez no ano.

- E Felipe Massa, surpreendente com a Ferrari, foi um dos destaques da corrida. Largava apenas em 11º, saltou para oitavo já na primeira volta e recuperou posições na estratégia de box. Quando efetuou seu segundo pit stop, já era quarto, posição na qual terminou a prova. Um grande feito, principalmente se comparado com a corrida fraca de Kimi Raikkonen, oitavo colocado.

- Quinto, Nico Rosberg garantiu mais alguns pontinhos para a Williams. Coisa que não conseguiu seu companheiro Nakajima, que assombrou saltando para quarto na largada, mas foi perdendo terreno com um ritmo ruim de prova até cair para o 11º lugar, fora da zona de pontos.

- Destaque para Giancarlo Fisichella, décimo colocado com a Force India. Ganhou cinco posições na largada, saltando para 11º. Fez um primeiro pit stop tardio e fez várias voltas bastante rápidas enquanto ficou na pista, retornando em décimo. Segurou Nakajima, Piquet, Kubica, Heidfeld e Alonso atrás de si. Não fez ponto, mas valeu como vitória.

- Outro que conquistou uma vitória foi Nelsinho Piquet, na batalha interna da Renault. Fez bom uso da estratégia de uma parada e aproveitou-se de um Alonso perdido no tráfego para chegar na frente do companheiro. Foi 12º, contra 14º do espanhol. A lamentar a performance da Renault e seu paralelepípedo sobre rodas, que deixa um piloto como Alonso andando em posições como essa.

- Pior que a Renault, talvez só a McLaren. Os carros prata andam para trás a passos largos, a ponto de Lewis Hamilton chegar em antepenúltimo lugar correndo em casa, um fiasco histórico. O inglês animou a corrida, tentou ultrapassagens, rodou, saiu da pista… mas não faria pontos do mesmo jeito. Uma corrida lamentável.

- E nem o mau resultado de Button foi suficiente para dar uma esquentada no campeonato. A vantagem para Barrichello, segundo, caiu de 26 para 23 pontos. Ainda é muito confortável. Já o brasileiro começa a ser seguido de perto por Vettel, que agora está a apenas dois pontos de diferença.

- Nos construtores, Brawn e Red Bull disparadas: 105 e 74,5 pontos respectivamente, contra 34,5 de Toyota e 26 da Ferrari. A Williams desbancou a McLaren, que caiu para sexto.

- Agora a F1 tem três semanas de férias, retornando só em 12 de julho, em Nürburgring. Mas, com toda a confusão do racha entre FOTA e FIA, assunto é o que não vai faltar. Tem reunião do Conselho Mundial no meio da semana, o bicho vai pegar para Max Mosley.

Resultado GP da Inglaterra

Avalie este post:
RuimRegularBomMuito BomÓtimo (21 avaliações, média de 4,48/5)
Loading ... Loading ...


GP da Inglaterra - ao vivo

21 de junho de 2009 - 8:47 | 3 Comentários »

Avalie este post:
RuimRegularBomMuito BomÓtimo (8 avaliações, média de 3,88/5)
Loading ... Loading ...


Rapidinhas da classificação: Inglaterra

20 de junho de 2009 - 10:45 | 26 Comentários »

- Pela segunda classificação seguida, deu Sebastian Vettel na cabeça. O alemão da Red Bull fez uma grande volta no final e superou seu companheiro Mark Webber, que parecia favorito absoluto à pole position e terminou apenas em terceiro lugar.

- Durante a classificação, ficou claro que a Red Bull está sobrando em Silverstone. Seja efeito do bico novo ou não, o fato é que Vettel e Webber despontam como favoritos à vitória. A Brawn, hoje, não foi nem sombra da equipe dominadora do início do campeonato.

- No entanto, Rubens Barrichello soube aproveitar-se de um erro de Webber em sua volta rápida para enfiar-se entre os touros vermelhos. Vai sair na primeira fila, numa pista que gosta. Me arrisco a dizer que é a melhor oportunidade de vitória do brasileiro na temporada até aqui.

- Principalmente porque seu companheiro, Jenson Button, esteve irreconhecível. Não despontou no final de semana e frustrou seus fãs correndo em casa. Vai largar apenas em sexto lugar, quatro décimos mais lento que Barrichello.

- As chances de vitória de Button parecem diminutas, mas na forma em que está, é bom não duvidar do inglês.

- Jarno Trulli, quietinho, conseguiu um belo quarto lugar no grid. Mais surpreendente do que ele, só Kazuki Nakajima, numa brilhante quinta posição com a Williams. Só resta saber se terá algum combustível na largada.

- Ferrari, ao que parece mais preocupada com o futuro da F1 do que com a corrida em si, foi bastante discreta. Kimi Raikkonen terminou em nono e Felipe Massa, em 11º, fora da superpole. Me agrada bastante a honestidade do brasileiro: “Errei na volta mais rápida, não foi culpa do carro. Dava para ter ficado entre os dez”. Sem frescuras, sem transferência de culpa.

- Já na Renault, décimo para Alonso e 14º para Nelsinho Piquet. Segundo o brasileiro, o espanhol chegou no limite do carro para passar ao Q3. O carro da Renault é realmente uma bomba, pelo menos Nelsinho conseguiu chegar ao Q2, o que não vem sendo muito frequente. Na disputa interna, Alonso abre o segundo set com 1×0. No geral, 26×0, um dos maiores capotes entre companheiros de equipe já vistos na história.

- Destaque para o péssimo treino de Lewis Hamilton, que sairá da última fila, à frente apenas de Sebastien Buemi. Mas o inglês tem um bom álibi: sua última volta rápida foi abortada em função da forte pancada de Adrian Sutil. Com bandeira vermelha e sem mais chances de retornar à pista, só restou lamentar.

- Seu companheiro, Heikki Kovalainen, sai em 13º. McLaren tem tudo para engatar sua quarta prova seguida fora dos pontos, um recorde negativo em sua história.

- Acredito que a corrida amanhã se definirá na largada. Se Vettel e Webber se aproveitarem do lado limpo da pista para pularem em primeiro e segundo, disputarão a vitória. Se Barrichello conseguir arrancar bem, em primeiro, tende a induzir Vettel a erro e passa a ter boas chances de vencer seu primeiro GP no ano. E se Button fizer uma boa largada, ganhando posições… ninguém segura o inglês.

- Ingredientes são bons, devemos ter uma bela corrida amanhã. Lembrando: a partir das 8h45, pitacos ao vivo aqui no blog.

Grid de largada: GP da Inglaterra 2009

Avalie este post:
RuimRegularBomMuito BomÓtimo (14 avaliações, média de 4,64/5)
Loading ... Loading ...


União de ocasião

19 de junho de 2009 - 16:20 | 26 Comentários »
Foto: Divulgação/FOTA
Foto: Divulgação/FOTA

Na foto acima, os donos de equipe aparecem unidos e com largos sorrisos. Dissidentes da Fórmula 1, possuem um objetivo comum: estabilizar o regulamento, tornar a categoria mais atraente, ingressos mais baratos, comando unificado e sem disputas de poder. O discurso da FOTA é muito bonitinho, só falta soar “Depende de Nós” como trilha sonora. Mas será que isso é realidade?

Em parte, sim. Porque hoje, os senhores sorridentes acima comungam sim de um mesmo objetivo: assumir o controle da Fórmula 1. Os inimigos são dois, Max Mosley e Bernie Ecclestone. Mas tal qual União Soviética e Estados Unidos na II Guerra Mundial, apenas o inimigo comum os une. E, com o fim da guerra, são grandes as chances de cada um saltar para um lado, dando início a uma temerária guerra fria.

Considerando apenas o hoje, a Fórmula 1 das dissidentes parece muito bonita. Dinheiro, patrocinadores, grandes pilotos, grandes equipes, não tem como dar errado. Mas quando estes senhores tiverem confirmado o grito de independência e dado uma banana a Bernie & Max, vai continuar assim?

Montadoras e equipes querem a vitória. E vão dar um jeito de levar vantagem de alguma forma, seja ela escusa ou não. São adversárias e, em alguns casos, até inimigas. Como conciliar toda essa gente debaixo de um mesmo teto? Tal qual num “Big Brother”, as diferenças saltarão aos olhos. E a união inicial termina rapidinho, já na definição do regulamento técnico, com cada um puxando a brasa para o seu assado. Quando chegar a hora de dividir os lucros então… será um Deus nos acuda. Barraco.

É necessário um órgão independente que arbitre os conflitos de interesse. E isso dificilmente a FOTA conseguirá. A Fórmula 1 dissidente tem tudo para implodir rapidamente, não só em função dos conflitos, mas também por razões econômicas. Historicamente, as montadoras entram e saem da categoria, de acordo com o balanço anual ou o humor dos acionistas. E se mais duas ou três resolvem debandar, como fica a tal nova categoria? Será ela financeiramente atraente a times independentes que queiram completar o grid?

O quebra-cabeças é complexo e o racha exposto ontem é o típico caso em que todo mundo tem razão e, ao mesmo tempo, não tem razão nenhuma. Mosley está certo em não deixar a FOTA ditar sozinha os rumos da Fórmula 1. A FOTA está certa em chamar Mosley de autoritário. Mosley desestabilizou a categoria com mudanças estapafúrdias de regulamento técnico e esportivo. As equipes da FOTA - leia-se montadoras - contribuíram com a implosão da F1 ao elevar os custos a níveis absurdos. Ninguém é santo nessa história e não fico ao lado de ninguém.

Todos são a doença e todos são a cura. Só é preciso entendimento. Se o racha realmente acontecer, a probabilidade é que a categoria da FOTA seja um sucesso inicial, mas que comece a rolar ladeira abaixo conforme os conflitos de interesse forem ficando cada vez maiores, até uma nova implosão. A F1 de Bernie & Max pode viver dias de inanição, mas pode em poucos anos começar a reabrigar times insatisfeitos com a briga interna da FOTA.

Ainda há esperança de que a separação não ocorra. Ambos os lados sabem que será prejudicial a todos, a questão agora é saber quem vai ceder. E se ninguém ceder, perdem todos. Principalmente, o público. Que, por mais que seja citado de forma demagógica pela FOTA, certamente não está entre as preocupações dos dissidentes.

Avalie este post:
RuimRegularBomMuito BomÓtimo (39 avaliações, média de 4,03/5)
Loading ... Loading ...


O rei está nu

18 de junho de 2009 - 21:03 | 48 Comentários »

A Fórmula 1, do jeito que conhecemos hoje, acabou. Pelo menos é o que ameaçou a FOTA hoje, que depois de reunião na sede da Renault em Enstone, emitiu comunicado dizendo que vai organizar seu próprio campeonato e mandar Max Mosley lamber sabão. A nova categoria seria formada por Ferrari, McLaren, BMW Sauber, Brawn, Red Bull, Toro Rosso, Renault e Toyota.

É a afronta mais séria até agora, mas não acho que signifique o fim do mundo. Será que Max Mosley vai ser tonto de bancar um campeonato com Williams, Force India e mais oito novatas? Patrocinadores, certamente, pularão fora aos montes.

Pode acontecer? Ainda acho difícil, a menos que Mosley esteja realmente senil. Diferentemente no ocorrido quando a Indy desmembrou-se em IRL e Cart, não há equipes de um lado e equipes de outro. A Williams, que se garantiu na “F1″, tem um grande peso histórico, mas deixou de ser uma equipe grande já vão alguns anos. A Force India, com todo o respeito, é uma piada. Os dois times aliados de Mosley vão correr com que motores, se Toyota e Mercedes debandaram? A Cosworth teria condições de fornecer propulsores a todas as equipes do campeonato?

Max e Bernie estão isolados, sem nenhum apoio de peso. Se ao menos a Ferrari estivesse ao seu lado, tudo bem. Mas não está. Nessa queda de braço, são eles quem mais tem a perder. Terão um nome, mas não terão mais a essência. Desfilam uma bela roupa, mas que ninguém consegue enxergar.

A história ainda vai longe e me arrisco a dizer que só terminará quando Mosley for reeleito ou derrubado da FIA nas eleições deste final de ano. Como mais novo feliz proprietário de um império de nada, ele provavelmente acabará defenestrado. O processo todo começou com a desmoralização pública, que teve um primeiro capítulo com a orgia sadomasoquista do ano passado e que atinge um novo grau com o comunicado de hoje. A FOTA hoje disse, com outras palavras, que o rei está nu. Resta saber se Mosley continuará achando seu modelito apropriado.

Avalie este post:
RuimRegularBomMuito BomÓtimo (46 avaliações, média de 4,59/5)
Loading ... Loading ...


Button com capacete feito por fã

18 de junho de 2009 - 14:37 | 24 Comentários »
Foto: Divulgação/Brawn
Foto: Divulgação/Brawn

Jenson Button resolveu repetir, neste GP da Inglaterra, a mesma iniciativa do ano passado. Em seu site oficial, o inglês preparou um concurso no qual os fãs podiam sugerir pinturas especiais para seu capacete. A escolhida foi esta acima, com a qual ele disputará seu GP caseiro no próximo domingo.

O casco resgata as cores originais de seu capacete, não por acaso, as mesmas da bandeira da Grã-Bretanha. O desenho é formado por círculos que contém em si o “Union Jack”, com a inscrição “Push the Button”, um trocadilho com seu sobrenome que em português significa “aperte o botão”.

Sei não, mas achei o do ano passado bem mais bonito.

A dica veio do Valter Araujo.

Avalie este post:
RuimRegularBomMuito BomÓtimo (20 avaliações, média de 4,10/5)
Loading ... Loading ...